A situação
Ana tem 32 anos, ganha R$ 9 mil por mês e paga aluguel. Quer comprar um apartamento de cerca de R$ 300 mil, mas não tem pressa: o plano é se mudar em 3 a 5 anos. Ela já tem 3 a 6 meses de reserva de emergência e quase nenhuma dívida.
O que ela não quer é pagar os juros de um financiamento por 30 anos.
Os números
Consórcio
- Parcela inicial
- R$ 1.883/mês
- Custo total
- R$ 395 mil
- Quando tem o bem
- Entre o 1º e o 180º mês
Financiamento imobiliário (SFH/SFI)
- Parcela inicial
- R$ 4.180/mês
- Custo total
- R$ 412 mil
- Quando tem o bem
- Em 1 a 3 meses, depois da aprovação
Poupar e comprar à vista
- Parcela inicial
- R$ 1.883/mês guardados
- Custo total
- R$ 256 mil
- Quando tem o bem
- Em cerca de 10 anos
Como Ana pode esperar, o consórcio sai mais barato que o financiamento. Poupar sozinha seria o caminho mais barato de todos, mas exigiria disciplina por muitos anos sem mexer no dinheiro.
O que o diagnóstico diria
A decisão
Ana entrou num consórcio de 15 anos com uma parcela que cabe com folga. Ela vai usar o FGTS para dar um lance e tentar ser contemplada antes. Enquanto isso, continua no aluguel e mantém a reserva intacta.
Quando outra opção seria melhor
- Se ela precisasse do imóvel logo, por exemplo por causa de um filho a caminho, o financiamento seria o caminho, mesmo custando mais.
- Se a parcela passasse de 30% da renda, seria melhor um imóvel mais barato ou um prazo maior.
- Se ela não soubesse onde quer morar, continuar no aluguel por mais um tempo seria mais flexível.